segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

VOLTA

E assim no seu colo eu descanso
Nos seus olhos eu me vejo
E nas suas palavras eu me encontro
Não há o que esconder, há uma urgência de encontrar-se
A dor se desfaz, embora seja dela que nasça nossos encontros
Doces encontros onde o secreto tem permissão para vir a tona
O que nos separa nos completa, faz aquela menina ressurgir e ainda acreditar no improvável, no efêmero
Volta...assim sem máscaras, com aquilo que você tem de melhor, a sua verdade, sem culpa, sem medo e com a minha permissão

Volta!

Somos Assim

Nesse silencio respeitado
Nessa conversa velada
Nestes segredos compartilhados
Estamos nós
Medo e desejo
Mas mesmo assim
Aí nos encontramos
E nesse encontro
Não há o que esconder
Somos nós mesmos
Com nossas dores, angustias, dúvidas
Aí nos encontramos
E nesse momento somos iguais



DESCOMPASSO







Há um descontentamento
Mas ao mesmo tempo
Um eu posso
Não, eu não queria
Nunca quis
Ou sempre quis
Não sei...
Não sei
Sei que fui
Que encontrei
Senti
Não era o que eu queria
Mas eu tive
Por um breve momento
Eu e você




Meu Menino






Nem meu
Nem menino
Com você
Tudo tão leve
A chuva é mansa
O sol nem precisa brilhar
A escuridão
Ainda me permite ve-lo
Sinais são percebidos
Sentidos
Uma mulher madura
Que pode ser menina
Sentar no seu colo e perceber que ali mora um homem
Meu menino
Nem meu, nem menino
Mas um homem
Meu

O VESTIDO







Assim leve, colorido, displicente, dançante, revelante
Mas...nada com nada, sem compromisso...por acaso
Se fez visto...comtemplado
Se fez importante...notado
Simples...e da simplicidade se fez sexy e ao se fazer sexy proporcionou prazer